Hoje a saudade fez um poema em mim...



... e eu me perdi a cada linha, em cada frase solta, assim como a poesia se perde no tempo, se esquece na página.
Hoje a saudade fez de mim amante e amada, me fez do traço do prazer extraído da pura essência de vida, do licor do desejo, da embriaguez da satisfação.
Hoje a saudade fez em mim poeira e bagunça, remexeu meus lixos e sujeiras, me sujou me levou com ela para perto de mim, me olhou nos olhos e me disse “adeus” e um “te vejo mais tarde”.

Hoje, saudade de ontem; amanhã, a saudade de hoje. Por que sempre assim?
Sempre me trançando e entrelaçando num emaranhado de memórias.
Se ao menos o passado valeu a pena, por favor, lembranças malditas, me deixem criar um futuro de lembranças ainda não vividas, retocar versos de recordações doces e sentir falta apenas de não ter deixado a vida passar sem deixar rastros de saudade.
Saudades que hoje eu aceitei fazer pegadas em mim, que eu me permiti fazer versos e bagunças, me dar prazer e me dizer adeus, mas com a certeza de que mais cedo que eu imagino ela estará de volta para me fazer sentir tudo novamente...

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