Ganhando o passado de presente...


Gosto das peripécias do vento que jocosamente brinca no meu rosto.
Gosto das palavras castas e límpidas que eu desenho neste papel.
Gosto dos risos incontidos,
das lágrimas que silenciosamente surgem no peito e
incontidamente se espalham pelos olhos
e molham esse rosto, que agora tanto se diverte com o vento.

Gosto das chuvas de domingo
que de gota em gota escorrega a janela,
gosto da vida que voa ao léu
e pinta o céu de anil com cores de aquarela.

E em meio a clarões ruidosos
E às ondas mais generosas e vastas
dos sentimentos mais maravilhosos,
se dissipam essas estranhas vibrações sonoras. . .
tomam de mim meus sonhos, minha voz, meu canto.

Eu quero o verso a cada ruído,
destruo o lirismo do poeta,
incendeio as auroras e volto ao vento,
às palavras, aos risos, aos cantos e poemas de poetas
que não se importam com esses sons que me tomam e me roubam de mim.

Eu quero mais água, mais sal e mais pimenta.
Eu quero da vida o que ela me dá às avessas.
Eu quero do tempo um tempo pra mim.

E eu poderia caminhar sem rumo entre as montanhas,
cavalgar entre árvores e os rumores da brisa,
repousar às margens deste rio que sereno
desliza sob o olhar do Cruzeiro do Sul.

E, embalada em meus sonhos e amores,
quero a beleza inocente das flores e poder voar neste céu todo azul.
Quisera eu aprender com os pássaros a ser mais feliz.
Eu seria como aquela ave, que do bando se dispersa,
o retardatário que brinca com o vento e se esquece do pouso.

E o retrato que eu carrego desta vida na memória,
deste mundo, da minha história,
é essa pintura que Deus fez em preto e branco e,
que ao dar vida, coloriu sonhos e de gestos.

Para que um dia uma pequena, como eu,
pudesse admirar e transformar uma pintura em poesia.
Para que eu torne, a cada gota de poesia, o verso musical e doce
como se esse meu coração puro fosse e
transformasse cada sopro do vento em magia.

(Este texto foi extraído da minha agenda, para a criação de um vídeo especial.
Gosto muito dele, pois o criei quando estava muito distante da minha cidade natal.
E quis muito reescrevê-lo aqui em versos e estrofes dessa vez. (: )

Comentários

  1. "Eu quero do tempo um tempo pra mim.

    E eu poderia caminhar sem rumo entre as montanhas,
    cavalgar entre árvores e os rumores da brisa,
    repousar às margens deste rio que sereno
    desliza sob o olhar do Cruzeiro do Sul."

    Perfeito!

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    Respostas
    1. Falta de criatividade miinhaa!! Plagiei, ner?
      kkkkkkkkkkkkk

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